A espionagem foi e continua a ser tema de inumeráveis romances e filmes. Tem sido, no entanto, pouco considerada pelos historiadores. Como explicar o esquecimento a que foi votada uma actividade tão antiga e tão constante?
Contrariamente aos romancistas, para quem a explicação da História só pode ser encontrada no âmago da acção secreta, os historiadores têm-na considerado, de uma forma geral, uma actividade secundária, muitas vezes inútil, quase sempre suja, pressupondo peripécias indignas da sua atenção.
Acontece, porém, que a espionagem nasceu ao mesmo tempo que o segredo, ou seja, com a espécie humana. Os primeiros homens, quando perseguiam a caça e estendiam armadilhas, praticavam o segredo, tal como os governos quando protegem a sua tecnologia de vanguarda e escondem os seus armamentos. E de cada vez que um organismo, uma nação, erguem a barreira do segredo, outros organismos, outras nações, tentam perfurá-la, por vezes com o objectivo de dominar, quase sempre com um objectivo de defesa.
Título original: L' Espionnage et le contre-espionnage
Tradução: Ana Cristina Lima Pinto
Colecção: Saber
Pp.: 140
Formato: 11,5 cm x 17,6 cm
ISBN: 978-972-1-00810-6
Data de edição: 1981
8.37€