Temos línguas europeias com uma origem comum, o indo-europeu, que depois se foram diversificando em várias línguas nacionais. Temos uma geografia europeia, à escala do nosso continente, que ao longo dos tempos foi ultrapassando as flexíveis fronteiras dos Estados. Temos uma mitologia, uma religião europeias, cujo início se fixa na Grécia e na Palestina. Mas será que toda a Europa teve uma expansão comum? De que forma é que esta se realizou? Quais foram os momentos que decidiram o destino cultural e literário europeu?
Cingindo-nos à literatura, será que o Romantismo, o Barroco, as Luzes ou a Idade Média surgiram da mesma forma e ao mesmo tempo nas diferentes línguas e culturas europeias? Será que podemos entender estas realidades como se fossem um fenómeno que transcende as nacionalidades? Será que podemos falar de escritores europeus, independentemente de a problemática e de o êxito de cada um deles fazer com que escapem às forças da esfera nacional (Shakespeare, Hugo, Goethe), independentemente de terem escrito em línguas diferentes (Nabokov) e terem várias nacionalidades (Kafka)?
Francis Claudon é professor de literatura comparada na Universidade de Paris XII-Val de Marne.
Título original: Les Grands Mouvements Littéraires
Tradução: Prof. Duarte da Costa Cabral
Colecção: Saber
Pp.: 144
Formato: 11,5 cm x 17,6 cm
ISBN: 978-972-1-06081-4
Data de edição: Março de 2010
8.99€