Um ensaio polémico
«Todo o mundo nos odeia e eles têm toda a razão: é esta a convicção da maioria dos europeus e, a fortiori, dos franceses. Desde 1945 que o nosso continente vive dominado pelo tormento e pelo arrependimento. Martirizando-se com as atrocidades do passado, as guerras constantes, as perseguições religiosas, a escravatura, o fascismo, o comunismo, a sua História não foi senão uma longa cadeia de carnificinas, o que culminou nas duas Guerras Mundiais, ou seja, num suicÃdio fanático. Face a este sentimento de culpa, uma elite de intelectuais e polÃticos entrega os seus tÃtulos e vota-se à manutenção da chama dessa culpa, à semelhança do que fizeram os guardiães do fogo: deste modo, o 'Ocidente' passou a estar em dÃvida para com tudo o que ele não representa, a ser suspeito em todos os acontecimentos, condenado a reparar todos os males.
À medida que se vão remoendo, os paÃses europeus esquecem-se que eles, e só eles, fizeram esforços para vencerem, reflectirem e se isentarem desta barbárie. E se o acto de contrição não fosse senão a outra face da abdicação?»
Romancista, ensaÃsta, Pascal Bruckner é o autor de A Tentação da Inocência, obra publicada por Publicações Europa-América (Prémio Médicis para a categoria de Ensaio, em 1995), Les Voleurs de la Beauté (Prémio Renaudot, em 1997), L’ Euphorie Perpétuelle (2000), Misère de la Prospérité (prémio para o melhor livro de economia em 2002), e L’Amour du Prochain (2005). O seu romance Lune Fiel foi inclusivamente adaptado ao cinema por Roman Polanski (Bitter Moon, 1992)
TÃtulo original: La Tyrannie de La Pénitence
Tradução: Carlos Pestana Nunes
Colecção: Biblioteca das Ideias
Pp.: 208
Formato: 15,5 x 23 cm
ISBN: 978-972-1-05943-6
Data de Edição: 2008
18.07€