A violência urbana tem crescido exponencialmente em Portugal como em toda a Europa. Bairros interditos, motins de rua, edifÃcios e veÃculos vandalizados, crimes gratuitos, insucesso da integração parecem ser os sinais da falência dos sistemas educativo, policial e judiciário. Uma conclusão que revela tragicamente a impotência dos responsáveis polÃticos.
Chegou o momento de abandonar a "cultura da desculpabilização" e da "permissividade". Algumas grandes democracias conseguiram extirpar este perigo interior preconizando a firmeza face aos criminosos. Este é também o caminho que deve adoptar o nosso paÃs para reencontrar a segurança — a primeira das liberdades —, sobre a qual se fundamenta o pacto social.
O autor denuncia, com toda a liberdade de espÃrito, a cegueira dos poderes públicos e a responsabilidade dos "lobbies da insegurança" nesta lenta descida aos infernos. E vai mais longe, ao formular algumas propostas que, se forem aplicadas no respeito dos valores democráticos, permitirão o restabelecimento do Estado de direito.
Georges Fenech, de nacionalidade francesa, exerceu as funções de juiz de instrução e procurador da República, tendo protagonizado um célebre caso de intensiva investigação jurÃdica contra a Igreja da Cientologia. É actualmente advogado do Tribunal de Segunda Instância de Lyon e presidente do Sindicato Independente dos Magistrados. Publicou três outros ensaios sobre questões relacionadas com a Justiça.
Uma análise crÃtica e um conjunto de propostas de acção que visam pôr termo à criminalidade juvenil e à violência urbana, pragas em plena disseminação nas sociedades avançadas do nosso tempo.
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