Esta obra é o testemunho, em primeira mão, dos dramáticos cinquenta e cinco dias vividos em Bagdad por Alfonso Rojo, o jornalista que viu a Guerra do Golfo do lado iraquiano. Desde a madrugada de 17 de Janeiro de 1991, quando os aliados começaram a bombardear o Iraque, no que constitui a maior operação militar desde a segunda guerra mundial, o Hotel Rashid converteu-se na versão moderna do Titanic. Nessa altura, ainda estavam em Bagdad centenas de jornalistas.
Cinco semanas depois, permanecia apenas um correspondente de imprensa ocidental: Alfonso Rojo, do El Mundo de Madrid.
A tensão pelos incessantes bombardeamentos, a falta de alimentos e dos mais elementares serviços básicos, a ditadura opressiva e brutal de Saddam Hussein são as águas que, pouco a pouco, vão engolindo este novo Titanic com o seu carregamento de jornalistas, sequazes do regime, refugiados e espiões.
Os Maus Rapazes de Bagdad – que não são outros senão os jornalistas que viveram a guerra na capital – é o relato do dia-a-dia dos habitantes, das entrevistas confidenciais de Rojo com o conselheiro militar soviético, da sua disciplona em comunicar com o exterior, mas é também a denúncia da informação manipulada e sensacionalista por parte de alguns jornalista iraquianos e de Peter Arnett, da cadeia de televisão norte-americana na CNN.
Os Maus Rapazes de Bagdad vai, sem dúvida, transformar-se num clássico do jornalismo de guerra em todo o mundo.
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