A visão tradicional da atitude das mulheres durante a revolução francesa traduz-se em imagens contraditórias: um bando de histéricas que incitavam as multidões; espectadores impassÃveis dos julgamentos sumários e das execuções em massa, concentradas no seu tricot; ou ainda (na esteira de Michelet) principais agentes da contra-revolução, sob a manipulação dos padres.
Neste livro, a autora procura restabelecer a verdade, fazendo reviver para os leitores de hoje toda a diversidade de mulheres que atravessaram os anos conturbados daquela revolução: as que tomaram posições activas desde as primeiras horas e as que conservaram o seu papel de esposas virtuosas; as que sobreviveram e as que foram mortas após cristalizarem sobre si todos os ódios, como Maria Antonieta; e ainda todas aquelas que sofreram: fugitivas na Vandeia devastada pela guerra, mulheres de prisioneiros que corriam incasavelmente os corredores do poder para alcançar a libertação dos seus esposos, mães dilaceradas nas horas mais negras do Terror, viúvas de soldados do Ano II, as quais a pátria compensava avaramente pelo seu reconhecimento. Sendo as mulheres as responsáveis pelo lar, são elas quem sente mais duramente a desordem e a penúria.
Catherine Marand-Fouquet, professora agregada de história, é uma das melhores especialistas francesas da história das mulheres.
TÃtulo original: La Femme au Temps de la Révolution
Tradução: Maria Mello
Colecção: A Mulher no Tempo de…
Pp.: 334
Formato: 15,5 cm x 23 cm
ISBN: 972-670-186-4
Data de Edição: Setembro de 1993
16.92€