«Não se pode parar o progresso», dizia-se antigamente. Mas talvez ele pare sózinho! A origem da crise profunda que o Ocidente sofre hoje não deverá ser procurada no esgotamento da inovação tecnológica? Quando se compara a situação actual com as predições entusiastas dos futurólogos dos anos 60, e quando se faz um balanço objectivo do desenvolvimento técnico, mesmo nos seus domÃnios «de ponta» (a informática, a astronáutica, a saúde), impõe-se a verificação do insucesso: uma inteligência artificial renitente, a colonização adiada da Lua e dos planetas, o retorno das epidemias incuráveis, o ambiente poluÃdo pelas matérias milagrosas.
Em contrapartida, as tecnologias do passado voltam a fazer carreira e alimentam novas indústrias florescentes: o comboio (o TGV), os alimentos, as terapêuticas e os materiais naturais e por aà em diante.
Este livro pretende demonstrar que, à semelhança de outras no passado, a nossa civilização acabou por entrar no seu declÃnio, na perspectiva do progresso, e que esta viragem é visÃvel na recuperação das técnicas antigas face ao aparente beco da inovação.
Alimentada de exemplos detalhados, retirados de todos os domÃnios da tecnologia e apoiada numa visão histórica a longo prazo, esta análise lúcida do nosso futuro é talvez a única que nos pode dar dele um domÃnio relativo.
Jean Gimpel é historiador das técnicas e autor de numerosos trabalhos, consagrados em particular à Idade Média, revelando nesta obra um conhecimentos igualmente profundo das ciências.
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